Stress, droga de trabalho: isso é necessário?

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Odilon Medeiros

O estresse na vida dos profissionais modernos já é um tema bastante debatido. Contudo, é importante destacar que a situação está ficando cada vez mais caótica, já que a grande maioria destes profissionais não busca uma alternativa para minimizar os efeitos devastadores causados pelo problema.

O importante, hoje, é ter foco, e o tal foco é sinônimo de resultado, expresso quase sempre em quantidade, em grandes volumes. Assim, geralmente, os profissionais preocupados em atingir às expectativas se esquecem de alguns fatores importantes, como o cuidar do próprio bem-estar, mantendo o equilíbrio entre trabalho e qualidade de vida. Esse equilíbrio deve existir, afinal, ambos são fundamentais para a sobrevivência plena da espécie humana.

Em nome do resultado tão almejado, na maioria das vezes, tudo vale a pena. E pena aqui assume o seu real sentido, ou seja, vale a penalidade, a punição. Ela pode vir por meio da permissão para o aparecimento de medos; conflitos interpessoais; concorrência exacerbada e injusta; falta de controle na execução das tarefas; e de tempo para curtir a família ou ir ao médico. Pode ainda vir através de ansiedade e de outros meios de pressão, ao qual se permitem ser submetidos.

Entretanto, será que todos esses esforços compensam? Confúcio já afirmava que os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, e depois perdem o dinheiro para recuperá-la. Percebo que, principalmente nas grandes cidades, com o ritmo de vida alucinado e estressante, os profissionais, independentemente do segmento no qual atuam, não buscam alguma atividade que possa servir de válvula de escape, pior: para suportar a pressão, procuram saídas mais fáceis, como o uso de medicamentos ou drogas.

A novidade neste cenário é o tipo de substância que está sendo consumida por esse público: as drogas ilícitas mais novas, mais fortes e potencialmente mais danosas. Prova disso são as imagens, divulgadas recentemente, da “Cracolândia”, em São Paulo, que indignaram e espantaram muitos leitores: as fotos revelam um senhor de terno e gravata comprando e utilizando crack.

O excesso de cobranças no ambiente de trabalho pode ser um dos muitos motivos – somados às preocupações pessoais – que impulsionam executivos a buscarem uma escapatória extrema da realidade. Mas, enquanto criador dessa realidade, cada profissional sabe onde buscar uma alternativa saudável para a sua situação, a sua válvula de escape, que não esteja ligada às drogas que prejudicam, ainda mais, o estado físico e mental do usuário. Creiam: elas existem!

Ter perspectiva e algum controle da sua carreira é essencial! Espaireça, tire uns dias de folga, viaje, e principalmente, não viva apenas em função do trabalho! Há outras coisas que são igualmente ou até mais importante que o dinheiro: o seu bem viver! Pense, se você já tem problema o suficiente, para que se “enfia” em mais? Se seu trabalho já é desgastante demais, mude de trabalho ou, no mínimo, mude a sua maneira de trabalhar. Se conheça e faça algo que goste para gastar essa energia que está presa e prendendo você a um mundo que na mesma proporção que é irreal, é tão somente perigoso.

As mentes e os corpos destes profissionais que mudam agradecem e claro, os resultados aparecem!

 

Fonte: RH Central

Clube do RH

O Clube do RH surgiu das necessidades e desejos de um grupo de profissionais de Recursos Humanos que sentiam a necessidade de falar de gente, entender gente e desenvolver gente.

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