Redes sociais pouco utilizadas para buscas por emprego no Brasil

O Brasil está entre os dez países que mais acessam redes sociais no mundo. O País domina o Orkut, ao lado dos indianos. Ocupa o segundo lugar no Twitter e está avançando a passos largos no Facebook. Mas o internauta brasileiro anda bobeando na hora de explorar o potencial desses sites para encontrar estágio e emprego.

Do total de brasileiros que navega na web, 84% têm perfis em redes sociais por razões pessoais e apenas 33% entram nesses sites com objetivos profissionais, segundo uma pesquisa feita em junho pelo instituto Ibope.

Para especialistas ouvidos pelo jornal Estado de S.Paulo, quem usa Twitter, Facebook e Orkut apenas para se divertir está deixando oportunidades de lado, já que as redes sociais se transformaram em fonte básica de pesquisa para gestores de RH buscarem informações sobre candidatos, sejam estagiários ou gerentes.

Foi no Twitter que o publicitário Leonardo Curcino, de 25 anos, encontrou seu emprego atual, como diretor de arte na agência Rapp Collins Brasil. “A empresa anunciou a vaga, eu vi o tweet (mensagem) e rapidamente enviei meu currículo. Hoje estou mais bem posicionado no mercado”.

Cada um na sua rede. O serviço de microblog estourou este ano entre os brasileiros e hoje abriga todo tipo de internauta, de estudantes a candidatos a presidente. Já outras redes sociais têm perfis de usuários mais específicos: no Orkut, adolescentes são a maioria; universitários preferem o Facebook e o LinkedIn fica mais restrito ao mundo executivo.

E é justamente nesse site que devem ficar de olho os interessados em encontrar uma vaga via internet. Diretora executiva da escola Brazilian Business School (BBS), voltada para a educação executiva, Katherine de Barros conta que perfis no Facebook e no Orkut revelam a personalidade de um profissional, mas a principal ferramenta dos RH’s de grandes empresas é mesmo o LinkedIn.

“O perfil de uma pessoa no LinkedIn passou a ser a sua primeira impressão”, complementa o coordenador do MBA em Gestão Comercial da BBS, Marcelo Assumpção.

Formada em Pedagogia, Elaine Loureiro, de 34 anos, especializou-se na área de RH e criou um perfil no LinkedIn em 2007. Durante o período em que morou na Espanha para fazer o mestrado, ela manteve contatos profissionais no Brasil por meio do site.

“Quando voltei, há dez meses, um de meus contatos me informou sobre uma vaga na Gol (companhia aérea). Mandei o currículo e fui contratada em dois dias. Nem cheguei a procurar emprego”, lembra Elaine, que é gerente corporativa de RH. “Fiquei surpresa com a rapidez do processo. As redes facilitaram muito minha vida”.

Armadilhas

Mas a vitrine que as redes sociais oferecem podem ter o efeito contrário e acabar prejudicando o candidato a uma vaga. “O RH avalia seu comportamento nas redes sociais como sendo o mesmo da vida real e profissional”, diz o especialista em carreiras Renato Grinberg, do site Trabalhando.com. Por isso, recomenda-se bom senso, principalmente ao divulgar informações e fotos pessoais (veja quadro com dicas).

Para o professor de Administração da Fundação Getulio Vargas (FGV) Marcelo Coutinho, os jovens tendem a encontrar muitas armadilhas em redes como Facebook e Twitter, pois elas privilegiam a postagem de fotos e mensagens. “A reputação é um ativo cada vez mais valorizado pelas empresas. E a maioria dos alunos da graduação ignora isso, porque ainda não foram muito expostos ao mercado de trabalho”.

FONTE: D24AM

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