Os erros comuns na hora de mudar de emprego

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Levar em conta apenas o salário oferecido é o primeiro deles, dizem os especialistas

Profissionais qualificados geralmente são disputados pelas empresas, independente do momento pelo qual a economia atravessa. Mas, ao receber uma nova proposta, alguns cuidados devem ser tomados para que a transição seja positiva e se perpetue.

Bater o martelo da mudança baseado em uma análise superficial pode resultar em frustração e arrependimento, de acordo com especialistas.

De acordo com Carlos Ferreira, diretor executivo da 4hunter, é importante encarar possíveis transições pensando na carreira como um todo. “Erros acontecem porque as pessoas buscam apenas uma mudança de emprego”, diz.

Confira os 3 erros mais comuns que são cometidos quando o foco é o emprego e não a carreira, de acordo com especialistas

1 Escolha baseada apenas no salário

É a armadilha mais frequente neste tipo de situação. É claro que um salário mais alto enche os olhos de qualquer pessoa, mas tome cuidado antes de se pautar apenas pela perspectiva de engordar a conta bancária.

“Conheço executivos que fizeram a transição pensando apenas na remuneração e não aguentaram 2 meses”, diz o diretor executivo da 4hunter. Segundo ele o dinheiro não paga o desgaste do dia a dia de um trabalho que não supra as expectativas do profissional.

Mike Martins, diretor executivo da Sociedade Latino Americana de Coaching diz ser comum executivos que só levaram em consideração o salário, se arrependerem quando percebem que o trabalho não era o que imaginavam. “Ele entra em crise existencial ao ver que atrasou o seu planejamento de carreira”, diz.

Dica: Não use o salário como único filtro. Muitas vezes uma proposta para receber a mesma remuneração pode ser um bom negócio se você tiver mais chances de crescimento, por exemplo.

Segundo Ferreira, não se esqueça de verificar o tempo de operação da empresa, histórico no mercado e a posição dela no segmento tanto no Brasil quanto no exterior. A partir destas três variáveis, você pode perceber se tem chances de crescer em um futuro próximo.

“É preciso considerar uma série de fatores, como o deslocamento, as reuniões no novo trabalho e as possíveis viagens que terá que fazer”, recomenda Martins

2 Ser “seduzido” pelo nome do cargo

Uma plaquinha de gerente ou diretor na porta pode até ser um objeto de desejo, mas também pode ser um tiro no pé. “O nome do cargo não necessariamente reflete a sua expectativa em relação a ele”, diz Ferreira. Martins diz que o é você se dar conta, já sentado na nova cadeira, de que foi “iludido” pelo nome do cargo.

Dica: Lembre-se de que o nome da função é uma formalidade. Antes de aceitar procure saber exatamente quais serão as suas atribuições no cargo e veja se elas estão de acordo com o que você pretende.

Saber o que quer com essa mudança, como ela vai impactar na sua vida e quais as metas que você terá que alcançar é fundamental antes de dizer sim.

“A pessoa tem que considerar as responsabilidades que virão com a função”, diz Martins. Ele lembra que um cargo de diretor pode significar trabalhar 14 horas por dia, não descansar aos fins de semana e estar permanentemente conectado ao trabalho. “Toda a zona de conforto em que o profissional estava vai se esfarelar perante ele”, diz Martins. É bom estar preparado.

3 Não levar em conta a cultura da organização e dos gestores

Não investigar a cultura da organização nem perceber se os valores da empresa ou do seu próximo gestor são parecidos com os seus é um erro comum, na opinião dos especialistas. “Não dá para esquecer de que se trata de uma relação entre pessoas. Juntas, elas constituem a organização”, lembra Ferreira.

” No ímpeto de aceitar a proposta muita gente acaba deixando estes aspectos de lado, e a carreira é uma maratona, não uma corridade de 100 metros”, diz

Dica: “Conhecer a cultura da empresa é de extrema importância para saber se os valores estão alinhados com os seus”, diz Martins. Estudar a missão, a visão e os valores da empresa é uma pesquisa que precisa ser feita antes de aceitar o cargo, na opinião dele, já que a adaptação é sempre complicada. “É uma nova corporação, um novo ambiente, novas pessoas”, diz.

Uma boa estratégia, diz Ferreira, é fazer perguntas ao recrutador e também conversar com quem trabalha ou com quem já trabalhou na empresa. ” A partir disso a pessoa tira as suas conclusões”, sugere.

Via: Exame

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