Mais dinheiro e menos lazer

Mais dinheiro e menos lazer

O quesito qualidade de vida se mostra pouco decisivo nas escolhas dos executivos paulistas, se comparado às ofertas salariais

Os executivos do interior de São Paulo ainda estão optando por uma boa remuneração à uma melhor qualidade de vida, em contraste com que acontece na capital, onde os profissionais cada vez mais estão abrindo mão de melhorias salariais pelo equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.

A pesquisa, realizada pela consultoria STAUTRH, via LinkedIn, contou com a participação de profissionais residentes na região metropolitana de Campinas (RMC), Grande São Paulo e interior do estado.

Contrariando a tendência dos debates sobre uma melhor divisão entre o tempo dedicado ao trabalho e ao lazer, a maior parte dos entrevistados parece não estar tão aberta às mudanças que sacrificariam sua renda mensal em prol de uma vida mais equilibrada. Do total de participantes, dos quais 75% são homens e 25% mulheres, apenas 18% aceitariam uma oferta de emprego com remuneração inferior à recebida atualmente em troca de uma melhor qualidade de vida.

O levantamento mostra também que o comportamento dos executivos em relação ao mercado de trabalho está diretamente relacionado à faixa etária. Os jovens até 25 anos apontam menor disposição para a troca – somente 9% dos entrevistados considerariam esta opção de mudança por mais equilíbrio pessoal e profissional – enquanto que, para o grupo formado por profissionais acima de 40 anos, o índice sobe para 25%.

Carlos Staut, diretor da STAUTRH, comenta que durante os processos de seleção, é comum encontrar profissionais que dizem estar em busca de uma melhor qualidade de vida. Porém, é muito raro encontrar alguém que esteja realmente disposto a abrir mão de parte do seu salário ou aceitar um cargo de menor responsabilidade, mesmo com a possibilidade de trabalhar mais perto de casa ou em uma empresa com melhor ambiente.

Mobilidade e qualidade de vida

Enquanto 50% dos residentes nas cidades do interior e 32% dos moradores da RMC gastam menos de 30 minutos nos trajetos casa-trabalho, somente 21% dos paulistanos dispensam o mesmo tempo. Porém, viver em cidades menores pode não significar menor nível de stress e ansiedade. Enquanto 58% dos profissionais que vivem em cidades com menos de 100 mil habitantes e 53% dos que vivem na RMC dizem ter ou já ter tido alguma destes sintomas, esta taxa cai para 45% entre os profissionais que residem na capital e grande São Paulo.

“É importante explicar que o objetivo da pesquisa não foi identificar as causas destas doenças. Queríamos entender quais as diferenças de qualidade de vida notadas pelos executivos que vivem e trabalham nas cidades menores do interior e nas grandes metrópoles, e o quanto estas diferenças influenciam em suas escolhas profissionais” esclarece Luiz Alencar, coordenador da pesquisa. “O que pudemos notar é que as diferenças entre estas distintas regiões não são tão grandes quanto se imaginava e que, na prática, a maior parte dos profissionais ainda se preocupa mais com carreira e ganhos financeiros do que com sua saúde e qualidade de vida”, finaliza.

 

Fonte: Você RH

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