Inglês não é mais diferencial em processos seletivos para empregos

“No passado, muita gente conseguiu se dar bem dessa forma”, diz Sofia Esteves, da Cia. de Talentos

Antigamente, quem dominava a língua inglesa possuía uma carta na manga para os processos seletivos. Era aquele candidato que vinha como a cereja do bolo, com uma habilidade que poucos ainda tinham.

Com isso, não só vagas de emprego eram garantidas, como se conquistava promoções e até salários mais polpudos. Hoje, isso caiu por terra. Ter fluência no inglês não é mais diferencial competitivo, mas requisito básico para praticamente todas as posições de mercado.

Se você ainda não tem fluência no idioma, aconselho a ir em busca desta habilidade o quanto antes e esqueça a velha tática da enrolação: nada de colocar no currículo que você lê, escreve e fala bem o inglês.

No passado, muita gente conseguiu se dar bem dessa forma, mas o presente está mais astuto e as empresas cada vez mais munidas de formas eficientes para detectar se aquilo que consta no seu currículo realmente condiz com a verdade.

Para isso, os selecionadores lançam mão de testes orais, durante a entrevista de emprego, até provas escritas. A melhor forma de fazer a “prova dos nove” e atestar se o candidato é realmente fluente vai depender da necessidade de cada empresa e cada processo.

 Muitos profissionais costumam me questionar se o intercâmbio é a melhor maneira para se adquirir fluência no inglês.
 
Sinceramente, isso vai depender exclusivamente de como essa experiência será conduzida. Se o tempo passado fora do Brasil for utilizado para estudar de verdade a língua, conviver com moradores locais e se submeter a experiências focadas no objetivo de aprender ou aprimorar a língua, então, esse é um caminho muito promissor, porque acarreta não só o desenvolvimento do idioma, mas também um enriquecimento cultural importante até mesmo para entender determinadas culturas organizacionais.

Para quem é jovem há mais tempo e acabou por desenvolver o aprendizado da língua no dia a dia, durante o exercício da função, eu indicaria dar um passo além e ir em busca de um aprimoramento.

Hoje, temos à disposição inúmeros cursos voltados para o inglês profissional, que foca justamente em objetivos específicos para a língua. Os caminhos para esse aperfeiçoamento são vários: desde cursos de curta duração, dentro do país ou fora dele, focados em áreas como direito, saúde, engenharia e negócios até opções de pós-graduação, MBA, mestrado e doutorado no exterior, para quem tem mais disponibilidade de passar alguns anos fora.

É muito importante ter em mente que dominar o inglês, hoje, possibilita não apenas que o profissional interprete textos, receba informações ou tenha mais acesso ao conhecimento.

Isso acontece e é importante, mas vai além. O domínio de um outro idioma, expande nossa visão de mundo e, assim, passamos a entender melhor outras culturas, conseguimos nos comunicar com pessoas completamente diferentes e nos inclui em ambientes diversos.

Tudo isso agrega uma bagagem muito enriquecedora, que impacta diretamente no nosso desempenho profissional, pois ajuda no relacionamento com os pares e com os liderados.

Portanto, anote meu conselho: o domínio de uma segunda língua não vai apenas garantir uma vaga de emprego, vai também abrir caminhos importantes e enriquecedores para sua carreira. Aposte nisso e voe alto!

Fonte: Exame

Clube do RH

O Clube do RH surgiu das necessidades e desejos de um grupo de profissionais de Recursos Humanos que sentiam a necessidade de falar de gente, entender gente e desenvolver gente.

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