Está aberta a temporada de caça aos presidentes de empresa

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As cadeiras estão dançando na ponta da pirâmide corporativa. A busca por executivos para cargos de liderança é tradicionalmente maior no último trimestre, período que concentra 30% das concentrações de CEOs feitas pela Page Executive, braço do PageGroup especializado no recrutamento e seleção de executivos para o alto escalão.

“Quem pensa em mudar, quer o time novo na operação na maior parte do ano”, diz o diretor executivo da Page Executive Fernando Andraus. Assim, promover mudanças agora é já ter o executivo respondendo por todo (ou quase) 2016.

Se tem sido assim nos últimos 7 anos de atuação da consultoria, segundo afirma Andraus, a diferença é que, desta vez, a procura é menos por diretores e mais por presidentes de empresa. Para se ter uma ideia, posições como CFO e diretor de Operações, juntas, respondem por apenas 25% das vagas trabalhadas pela Page Executive.

A concentração no topo tem um motivo claro: mudar o capitão do time para trazer mais eficiência à operação. São movimentações para substituição, seja por mau desempenho do predecessor seja por motivo de saída do presidente para outro projeto, segundo Andraus. Criação de novas posições e empresas estrangeiras que desembarcam no Brasil rarearam com a crise.

CEOs “mão na massa”

A diminuição nos quadros de executivos em cargos de liderança tem sido uma realidade que faz crescer a necessidade por presidentes do chamado perfil mão na massa, ou seja, mais próximos da operação.

“Temos visto uma agenda comum nas empresas, com enxugamento nos níveis mais altos, notadamente de diretoria, e o direcionamento do foco para resultados de curto e médio prazo”, diz Andraus.

A situação mais delicada nas empresas de capital nacional, líderes de mercado. “ São elas que têm sido mais agredidas pelas empresas médias, interessadas em ganhar participação no mercado”, diz Andraus. Ele também cita um fator que soma pressão ao cenário de busca por mais eficiência. “A paciência dos investidores está mais curta”, diz.

Pacotes de remuneração mais tímidos são outro retrato do momento difícil no mercado brasileiro. Por isso, mais do que um salário alto, é a consistência do projeto que fala mais alto na decisão do executivo de sentar-se ou não na cadeira de CEO.

E, em relação aos setores mais aquecidos com contratações de executivos, Andraus cita varejo, serviços ao consumidor (inclusas as áreas de saúde e educação), serviços financeiros (meios de pagamento e seguros) e tecnologia da informação, um dos mais resilientes no que diz respeito aos efeitos da retração econômica. “Por outro lado, óleo e gás, construção, infraestrutura, mineração, bens de capital e a indústria, de maneira geral, estão paralisados”, diz.


Fonte:
Exame

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