Dicas de redação para concurseiros da área fiscal

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* Escrito por Diogo Arrais, professor de Língua Portuguesa do Damásio Educacional

Nos concursos com os mais altos vencimentos, como no caso da Receita Federal, a Redação de respostas é o diferencial. Por isso, uma pergunta chata: quantas redações, embasadas em referências bibliográficas de peso, você desenvolve semanalmente? A resposta representa a distância em relação ao alcance do texto objetivo.

Escrita é hábito, é repetição, é o dia a dia, mas isso não significa o desenvolvimento de algo complexo.

Hoje em dia, com o fácil acesso às mídias sociais, a produção de poucos parágrafos manterá acesa a chama do argumento coerente e conciso. Outro recurso que auxilia muito o futuro servidor público é a produção de um blog. Nessas mídias, compartilhe conhecimentos de Tributos, Economia e Atualidades, por exemplo.

Ao menos uma vez por semana, procure cronometrar a produção de uma dissertação-argumentativa, usando a mesma página A4 da banca examinadora, para o texto à tinta azul ou preta. Em termos simples: simule a competição.

Na Carreira Fiscal, a maioria dos candidatos já possui experiência na área privada e, por decisão, optou pelos Concursos Públicos. Respeitável, mas ficar sem exercitar a leitura trará pouquíssimos resultados concretos.

Ler não é apenas abrir um jornal de Economia ou seguir a famosa bibliografia de Direito Tributário. Ler é abrir a mente para metáforas, não somente a jurisdições; é vida ao redator construir ironias finas, ouvir canções que agregam senso crítico, ter acesso ao Cinema, Teatro e à Arte em si.

Já viu como anda sendo comum, por exemplo, a cobrança de José Saramago em provas? Como fica o candidato que nunca leu Ensaio sobre a Cegueira? Perdido.

Nos meus grupos mais avançados, além de provas e teoria, lemos Crônicas, Contos, Críticas. Falamos de sentimentos, defeitos, qualidades e sociedade. Com qual objetivo? É um ser, humano, que responde a uma prova; que passará por um seleção muito criteriosa, que precisa de mente aberta.

Bons escritores têm cérebro e coração. No caso de um concurso da Receita Federal, apenas poderão produzir textos argumentativos ou estudos de caso, mas a mente precisa estar em paz.

Por fim, em 365 dias, um número interessante de textos é algo muito próximo de 365. No mínimo.

 

Fonte: Exame

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