A abrangência do psicólogo em Recursos Humanos

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Quem limitar as funções do psicólogo numa empresa, apenas enxergando as já tradicionais áreas de Treinamento e Recrutamento e Seleção, desconhece o leque de atuações possíveis, em parceria com vários setores internos da instituição, demandando deste profissional a sua própria especialização, além de variado conhecimento técnico.

Podemos iniciar a nossa exposição tratando sobre a área de Psicologia, seus fundamentos, técnicas e procedimentos usuais, a exemplo de pontos como: percepção, autodesenvolvimento, consciência e visão holística da empresa e do mercado, integração, mudanças, liderança, grupo e conflitos, inteligência emocional, qualidade de vida, testes seletivos, dinâmicas de grupos, entrevistas e observação técnica, podendo com isso, viabilizar a compreensão, cada vez melhor, sobre a totalidade das variadas funções que acontecem dentro da organização. Com esta ótica abrangente acabamos por gerar no grupo de funcionários uma melhor consciência e direcionamento acerca dos principais objetivos que se tem em mira e suas alterações conforme o mercado vai sinalizando, além de novas estratégias adotadas internamente quanto à utilização dos recursos e formas necessárias nestas empreitadas.

Listamos a área fabril e todas as informações técnicas pertinentes ao segmento, que capacita os seus profissionais na confecção ideal de seus produtos, além de outro setor fundamental, muito ligado ao Treinamento, que é a Garantia da Qualidade e toda a rotina procedente, levando em conta especificações contidas em manuais de procedimento, as quais devem ser a leitura mestra dos colaboradores da empresa. Nesses manuais, todas as etapas do processo de fabricação de um determinado produto estão discriminadas, configurando a padronização exigida pelo consumidor, seja ele intermediário ou final. Outro fator vem a ser o entendimento de que, desde a compra das matérias-primas até o produto sendo consumido, o conceito de responsabilidade sobre os que produzem e sustentam uma determinada marca, pois é sobre ela (leia-se sobre si mesmo) que recairão todo e qualquer crédito e débito, por meio da fidelidade do consumidor ou a triste e perigosa situação de queixa pelos mais variados motivos.

Aqui, abrimos espaço para tratar sobre a área de Comunicação e problemas decorrentes, tão sérios que podem levar uma empresa a situações de grande conflito entre os seus colaboradores, pela falta de integração, definição política e objetivos dos departamentos em questão, além da ausência de liderança, entre outras razões. Vivemos, cada vez mais, momentos em que a comunicação decide o rumo de diversas questões, inclusive a sobrevivência empresarial, e nesta perspectiva é fácil perceber o quanto se deve abrir os canais de informação e expressão das pessoas que formam o quadro da organização. Estimular a presença destes itens na empresa, aprender a ouvir e a decodificar novos alfabetos que surgem interna e externamente podem aliviar tensões e facilitar o acesso do que se espera e o que se devolve como resposta, como o desejo do mercado consumidor, que aponta por meio de pesquisas aquilo que deve ser retornado concretamente sob forma de pronto atendimento, agilizando este mesmo processo, em planejamentos e ações conseqüentes, e mais velozes, e também, quebrando paradigmas que entravam oportunidades de ouro. A comunicação dinâmica faz a diferença, e sua compreensão assegura, em boa parte, o sucesso e o bom desempenho de uma empresa.

Caminharemos agora pela área de Saúde e Segurança do Trabalho, que oferecem palestras sobre prevenção de doenças, além de campanhas de vacinação e testes sanguíneos, controle de pressão, etc. Programas sobre segurança do trabalho, treinamentos acerca da prevenção de acidentes e incêndios, CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e as semanas da SIPAT – Semana Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho, oferecendo assim, um ambiente mais adequado e seguro aos colaboradores, contudo, há a necessidade de estimular a prática destes conceitos e ações pertinentes, por meio da conscientização e participação mais efetiva, buscando a vontade em cada um, que o desejo é a mola que dá vida às questões de cunho técnico. Saber é um lado da situação, querer fazer é a condição básica e necessária para se alcançar o êxito.

Estar engajado em alguma ação social será, daqui por diante, fator essencial para todos que buscam o exercício de cidadania e gratificação pessoal e grupal, além do mercado que sinalizará às empresas sobre o dever quanto a estas questões. Assim, o Terceiro Setor e a empresa com responsabilidade social, com as suas mobilizações inerentes junto à comunidade, ganham peso e acabam solucionando parte do desleixo social existente. Ações da ordem de fornecimento de produtos ou prestação de serviço voluntário de seus funcionários, confecção de cartilhas ou manuais de determinados assuntos a serem abordados com a população atendida, etc, devem ser planejadas e organizadas no sentido de capacitar as pessoas envolvidas, dando a este trabalho um perfil mais profissional e duradouro, uma vez que não se trata de caridade, mas de uma proposta séria de colaboração organizada. Trazer consciência aos colaboradores acerca deste fato é parte fundamental e motivadora quando bem compreendida. Vivemos diferentemente de outras épocas onde a força de trabalho humana era somente uma troca do capital pela prestação de serviço, hoje e doravante, saberemos e sentiremos o quanto somos importantes enquanto agentes que transformam e fazem mudar as vidas e empresas nos meios em que existimos.

Para finalizar, sem fechar a porta das possibilidades, como fatores ecológicos e qualidade de vida no trabalho e em casa, apontamos ainda, que um papel importante do profissional em questão, vem a ser, propiciar a autonomia às pessoas da empresa, que crescem dentro da perspectiva de assumir com maior grandeza as suas funções e seus problemas, gerando o desenvolvimento coletivo e dando sustentação nos vários momentos vividos pela organização, bons ou ruins, e estes últimos, que possam ainda, servir de oportunidade para estimular a criação de recursos nunca vistos anteriormente. Este é o ser humano com o seu incalculável potencial de empreender e crescer.

Via: RH Central 

Clube do RH

O Clube do RH surgiu das necessidades e desejos de um grupo de profissionais de Recursos Humanos que sentiam a necessidade de falar de gente, entender gente e desenvolver gente.

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