5 profissões que estão em alta no mercado financeiro

Imagem Divulgação

Contratações cresceram 19% no setor; mas, salários ainda deixam a desejar – quando comparados com outros segmentos do mercado

Em termos de contratações, o mercado financeiro está em alta no Brasil. Pelo menos, segundo levantamento da Michael Page. Nas movimentações da consultoria, o recrutamento no setor cresceu 19% nos últimos doze meses.

E a expectativa é que no próximo ano esse número cresça 40%. Mas, em termos de salário, o cenário não é tão promissor assim, segundo a consultoria.

“Este ano, o mercado financeiro pagou um bônus inferior do que o oferecido nos últimos anos”, afirma Leonardo Libman, headhunter de Banking & Financial Services. Com isso, o pacote de remuneração pago foi cerca de 40% menor do que o oferecido no ano passado. Confira as profissões mais demandadas, segundo levantamento da Michael Page:

Analista de Private Equity

“Em geral, os ativos no Brasil estão muito caros. Como consequência, os investidores procuram investimentos alternativos”, afirma o especialista. O resultado não poderia ser mais óbvio: os fundos de private equity, que investem diretamente nas empresas (abertas ou não), estão em franca expansão no Brasil. E a demanda por analistas nesta área, em alta.

Para atuar nesta função, segundo Libman, é essencial ter uma base fundamentada em modelagem e análise de balanços das empresas. “O profissional tem que ter na veia a parte de análise de números e dados”, afirma o especialista da Michael Page.

Em média, o salário anual de um analista de private equity júnior é de 300 mil reais. Já para um vice-presidente da área, o fixo ultrapassa os 600 mil reais, em média.

Back Office dos fundos de investimentos

A disputa, por vezes desleal, com outros setores é o que está tornando o processo de seleção de jovens profissionais para atuar no back office dos fundos de investimentos uma verdadeira saga.

“Menos profissionais estão começando suas carreiras no mercado financeiro”, afirma o especialista. “Existe uma corrida nos fundos de investimentos atrás de analistas de back office de ponta”.

A rotina de um profissional nesta área é operacional – recheada de cálculos, basicamente. E as exigências compatíveis com o currículo de um profissional em início de carreira, segundo o especialista: Basta um diploma em uma universidade de primeira linha e um desempenho acadêmico exemplar. Os salários variam de 110 mil a 200 mil reais por ano.

Analista de crédito

“Dada a crise na Europa, o mercado ficou mais difícil. A concessão de crédito tem que ser mais criteriosa”, descreve o especialista. E isso demanda profissionais com um bom embasamento técnico. “O profissional deve ter bom conhecimento contábil e a capacidade de esmiuçar o balanço das empresas”, diz. O salário varia, em média, de 180 mil reais por ano em um banco múltiplo a 250 mil reais, em um banco de investimentos.

Especialista em risco

A crise de 2008 e as recentes liquidações dos bancos Cruzeiro do Sul e Prosper lançam luz na necessidade de ter uma área de risco forte dentro das instituições financeiras. “O head de risco é uma função estratégica para bancos. É ele quem vai analisar todo o risco das operações”, afirma o especialista.

O salário varia de 800 mil a 1,2 milhão em bancos de investimentos. E nos bancos múltiplos, entre 500 e 700 mil reais, em São Paulo, e 300 mil reais e 500 mil reais, no Rio de Janeiro.

RM Middle Marketing

“É o profissional que desempenha o papel da área comercial do banco. Ele vai para a rua vender crédito para as empresas”, descreve. Por isso, um bom relacionamento com o mundo corporativo é o cartão de visitas de quem quer atuar nesta função. Conhecimento da análise de balanços também é uma qualificação necessária para atuar no setor.

No banco de investimentos, segundo o levantamento da Michael Page, o salário médio de um RM Middle é de 300 mil reais. Para um RM Corporate que atue em São Paulo, o salário varia de 500 mil reais a 1 milhão de reais. No Rio de Janeiro, de 400 mil reais a 800 mil reais.

Via: Exame

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