5 dúvidas sobre política e ambiente de trabalho

Imagem Divulgação

Em ano eleitoral, tema é ainda mais recorrente. Três especialistas dão dicas sobre a melhor forma de agir quando o assunto aparece

Em geral, o assunto já é objeto de paixões e discussões acaloradas. Mas, com o horário político começando nesta terça-feira, 21 de agosto, no rádio e na televisão, falar sobre política vai ficar quase inevitável. E, o que fazer quando o tema das eleições chega ao ambiente de trabalho?

Abrir o posicionamento partidário, discordar de colegas ou do chefe, ou até levantar a bandeira de algum candidato são atitudes que podem comprometer a imagem do funcionário na empresa?

Como a questão é controversa, foi consultado três especialistas em etiqueta corporativa para saber qual a conduta ideal em tempos de eleições.

1 Apelo ou não para o convencimento?

“Discutir o assunto é saudável, só temos que cuidar para não querer impor a nossa opinião”, diz Romaly Carvalho, professora de Etiqueta Empresarial da Fundação Getúlio Vargas – FGV. A dica da especialista é evitar a euforia quando o assunto aparecer.

Patrícia Rocha, consultora da Sher Marketing, professora de cursos de MBA e de pós-graduação, alerta que é importante saber tratar do tema. “Não saber falar sobre política ou expressar repúdio ao tema mostra falta de cultura”.

No entanto, ela diz ser fundamental cuidar para que o diálogo não interfira nas relações da equipe. “Formação de ‘panelas’ pode provocar rupturas e gerar favoritismos”, diz a especialista.

Na opinião de Agni Melo, também especialista em etiqueta empresarial, é preciso ter a noção de limite. “Seu ponto de vista pode não interessar aos seus colegas de trabalho”, diz. Perguntas indiscretas sobre intenção de voto também não são indicadas, na opinião dela.

2 E quando o assunto parte do chefe?

Você podia nem estar com vontade de falar sobre o assunto, mas quem começa a conversa é seu chefe. Ele, tranquilamente, deixa explícito seu posicionamento político e sua intenção de voto. Cortar o assunto ou ser evasivo pode pegar mal, você sabe.

Nesse caso, Romaly indica que se a posição for a mesma que a sua, é o momento certo para estreitar relações, a partir deste ponto em comum. Se discordar dele, o que vale é não demonstrar reações intensas.

Agni Melo concorda: “Fugir do embate é a melhor opção”. Na opinião dela, concordar para parecer simpático pode atrapalhar a convivência com os colegas que sabem seu posicionamento.“Se ele tem a intenção de conversar sobre o assunto, pode-se até apresentar preferências”, diz Patrícia.

3 Abrir ou não abrir?

Inclinação partidária, eis a questão. A preferência política, seja ela qual for, se exposta pode prejudicar a imagem do profissional na empresa?

Depende, dizem as especialistas. A posição da empresa deve ser levada em conta, se houver uma, diz Romaly Carvalho.
“Não é de bom tom ficar anunciando um posicionamento oposto ao da companhia. Mesmo sendo velado, de modo geral, os líderes esperam que os colaboradores sempre os apoiem”, diz Romaly.

Patrícia Rocha indica que o nível de maturidade do ambiente de trabalho deva ser analisado antes. “Há ambientes onde a diferença na forma de pensar gera diálogos saudáveis. Em outros, geram-se confrontos”, diz.

4 “Santinhos”, adesivos e afins. Posso levá-los ao trabalho?

Não pode. As três especialistas rechaçam este tipo propaganda político-partidária no dia a dia corporativo. “A empresa não é comitê eleitoral”, diz Romaly sobre a ideia de customizar a mesa com adesivos do candidato preferido.

Em relação aos “santinhos”, ela aponta que a prática é invasiva. “Na verdade, ninguém gosta deste incômodo e quase todos os santinhos vão para a lata de lixo”, diz.

“Campanha política não pode”, diz Patrícia Rocha, sobre manter este tipo de material na empresa. Para Agni, não vale misturar assuntos pessoais com os de trabalho. “Respeite o espaço daqueles que estão ali com você”, diz. O mesmo vale para a mesa de trabalho. “Pertence à empresa e não devemos customizá-la”, diz.

5 Sou militante, e agora?

Se você se encaixa neste grupo, moderação é regra de ouro. Na opinião de Romaly, tentar “catequizar” está fora cogitação.

Levantar a bandeira sobre a militância de forma passional também não é uma opção, de acordo com Patrícia. “Deve ter a conduta esperada de um cidadão democrático, que sabe ouvir e respeitar opiniões diferentes e até opostas”, diz Patrícia.

Já para Agni Melo, a melhor atitude é não misturar as coisas. “Deixe a militância fora do ambiente de trabalho”, diz.

Via: Exame

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