Brasileiros são os que mais usam tecnologia e redes sociais no trabalho
janeiro 7, 2011 Clube do RH
Categoria(s) Notícias
Outubro, 2010 – No CONARH 2010, Fabio Tadashi, gerente de RH da Vivo, já tinha afirmado que, atualmente, barrar o uso da internet e de gadgets no ambiente de trabalho é uma tentativa em vão. Prova disso é o resultado da pesquisa “Consumerização de TI”, patrocinada pela Unisys Corporation e conduzida pelo International Data Corporation (IDC).
De acordo com o estudo, 92% dos trabalhadores brasileiros utilizam celulares, smartphones e outros dispositivos comprados para uso pessoal nos locais de trabalho. No entanto, mesmo cientes desse uso, as empresas não conhecem as reais dimensões da situação.
Por exemplo, 55% dos funcionários no Brasil afirmaram usar notebook próprio no trabalho, enquanto os executivos disseram que apenas 16% de seus trabalhadores utilizam este tipo de computador. O conflito de informações também aparece no uso de celulares. Os líderes de TI afirmaram que cerca de 10% de seus funcionários utilizam Blackberrys e smartphones semelhantes, porém, na realidade, 30% dos colaboradores afirmaram utilizar tais aparelhos.
Brasil x Mundo – Na comparação com os outros países, o Brasil aparece em primeiro no manuseio de aparelhos tecnológicos na empresa. Aqui, 63% utilizam celulares tanto para uso pessoal como para temas ligados ao trabalho. Já nos EUA, esse percentual é de 40%; na Europa, de 45%; e na Austrália, de 42%. A liderança brasileira também aparece quando o assunto são redes sociais. No nosso país, 20% usam o Twitter para trabalho e questões pessoais, já nos EUA, na Europa e na Austrália o percentual cai para 3%.
Ritmo frenético – Super conectados, os brasileiros acessam os e-mails do trabalho mesmo quando estão fora da empresa ou de casa. 17% dos entrevistados no nosso país fazem isso quando estão em templos religiosos, 36% quando estão em aviões e 21% checam enquanto dirigem.
Metodologia – O estudo foi realizado em duas fases. No Brasil, a primeira etapa contou com entrevistas a 301 trabalhadores, usuários de aparelhos existentes no mercado (celulares, smartphones, palms, laptops) e redes sociais (blogs, Twitter, Facebook), das seguintes cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba, Salvador e Fortaleza. As entrevistas fizeram parte de uma pesquisa global com 2820 funcionários de 10 países.
A segunda fase da pesquisa entrevistou 100 executivos de diversas empresas localizadas no Brasil. Globalmente, o estudo entrevistou aproximadamente 650 líderes na área de TI em 10 países.
Fonte: Revista VocêRH
Redes sociais pouco utilizadas para buscas por emprego no Brasil
agosto 26, 2010
Categoria(s) Notícias
O Brasil está entre os dez países que mais acessam redes sociais no mundo. O País domina o Orkut, ao lado dos indianos. Ocupa o segundo lugar no Twitter e está avançando a passos largos no Facebook. Mas o internauta brasileiro anda bobeando na hora de explorar o potencial desses sites para encontrar estágio e emprego.
Do total de brasileiros que navega na web, 84% têm perfis em redes sociais por razões pessoais e apenas 33% entram nesses sites com objetivos profissionais, segundo uma pesquisa feita em junho pelo instituto Ibope.
Para especialistas ouvidos pelo jornal Estado de S.Paulo, quem usa Twitter, Facebook e Orkut apenas para se divertir está deixando oportunidades de lado, já que as redes sociais se transformaram em fonte básica de pesquisa para gestores de RH buscarem informações sobre candidatos, sejam estagiários ou gerentes.
Foi no Twitter que o publicitário Leonardo Curcino, de 25 anos, encontrou seu emprego atual, como diretor de arte na agência Rapp Collins Brasil. “A empresa anunciou a vaga, eu vi o tweet (mensagem) e rapidamente enviei meu currículo. Hoje estou mais bem posicionado no mercado”.
Cada um na sua rede. O serviço de microblog estourou este ano entre os brasileiros e hoje abriga todo tipo de internauta, de estudantes a candidatos a presidente. Já outras redes sociais têm perfis de usuários mais específicos: no Orkut, adolescentes são a maioria; universitários preferem o Facebook e o LinkedIn fica mais restrito ao mundo executivo.
E é justamente nesse site que devem ficar de olho os interessados em encontrar uma vaga via internet. Diretora executiva da escola Brazilian Business School (BBS), voltada para a educação executiva, Katherine de Barros conta que perfis no Facebook e no Orkut revelam a personalidade de um profissional, mas a principal ferramenta dos RH’s de grandes empresas é mesmo o LinkedIn.
“O perfil de uma pessoa no LinkedIn passou a ser a sua primeira impressão”, complementa o coordenador do MBA em Gestão Comercial da BBS, Marcelo Assumpção.
Formada em Pedagogia, Elaine Loureiro, de 34 anos, especializou-se na área de RH e criou um perfil no LinkedIn em 2007. Durante o período em que morou na Espanha para fazer o mestrado, ela manteve contatos profissionais no Brasil por meio do site.
“Quando voltei, há dez meses, um de meus contatos me informou sobre uma vaga na Gol (companhia aérea). Mandei o currículo e fui contratada em dois dias. Nem cheguei a procurar emprego”, lembra Elaine, que é gerente corporativa de RH. “Fiquei surpresa com a rapidez do processo. As redes facilitaram muito minha vida”.
Armadilhas
Mas a vitrine que as redes sociais oferecem podem ter o efeito contrário e acabar prejudicando o candidato a uma vaga. “O RH avalia seu comportamento nas redes sociais como sendo o mesmo da vida real e profissional”, diz o especialista em carreiras Renato Grinberg, do site Trabalhando.com. Por isso, recomenda-se bom senso, principalmente ao divulgar informações e fotos pessoais (veja quadro com dicas).
Para o professor de Administração da Fundação Getulio Vargas (FGV) Marcelo Coutinho, os jovens tendem a encontrar muitas armadilhas em redes como Facebook e Twitter, pois elas privilegiam a postagem de fotos e mensagens. “A reputação é um ativo cada vez mais valorizado pelas empresas. E a maioria dos alunos da graduação ignora isso, porque ainda não foram muito expostos ao mercado de trabalho”.
FONTE: D24AM
Como a tecnologia interfere na vida do RH?
agosto 18, 2010
Categoria(s) Artigos
Na década de 90, muitas pessoas ainda não faziam ideia dos impactos que a Tecnologia de Informação (TI) traria ao cotidiano da humanidade. Hoje, por outro lado, vemos pessoas que vivem completamente em interação constante com os recursos tecnológicos como ipods, celulares, notebooks, enfim, uma série de ferramentas que trazem benefícios significativos tanto para a vida pessoal quanto profissional.
Para a área de Recursos Humanos, a TI também trouxe mudanças e dentre essas está a presença das mídias sociais como, por exemplo, o Linkedin, o Orkut, o Twitter, listas de discussão, grupos de intercâmbios virtuais. Todas essas de forma direta ou indireta trazem uma bagagem de ricas informações para quem atua no mercado de trabalho e cabe aos profissionais de RH ficarem atentos às mídias. Afinal, muitos processos da área sofrem influência dos conteúdos disponibilizados na esfera virtual. Para entender melhor como as mídias sociais estão próximas à vida corporativa, o RH.com.br entrevistou Natasha Geraldo – psicóloga que acompanha a evolução das ferramentas Web, desde 2003, quando as utilizava para o suporte e o desenvolvimento das atividades de RH em diferentes tipos de empresas.
Atualmente, ela é responsável pelas atividades de recrutamento, seleção e treinamento na empresa Globo.com, onde desenvolve estratégias competitivas para lidar com os atuais desafios do RH no ambiente Web 2.0. “Algumas empresas, com o envolvimento do RH, já atuam na criação de comunidades virtuais, objetivando a disseminação do conhecimento rápido e utilizando plataformas de baixo custo”, afirma Natasha que, no próximo dia 28 de novembro, ministrará o “Workshop Social Media RH: o uso das mídias sociais para as atividades do RH”. Confira a entrevista na íntegra e aproveite a leitura!
RH.COM.BR - É notório que as mídias sociais apresentam impactos diretos em várias áreas corporativas. Especificamente para os profissionais de Recursos Humanos, que efeitos estão sendo observados?
Natasha Geraldo - O RH como um parceiro estratégico de diferentes áreas da empresa tem todos os seus processos afetados pelas mídias sociais, uma vez que as empresas precisaram adaptar-se à realidade da Web 2.0 e à necessidade do diálogo aberto e da transparência. No entanto, uma atividade onde os efeitos deste impacto são mais facilmente observados no processo de recrutamento externo. Hoje, os candidatos conseguem ter acesso a informações como, por exemplo, políticas salariais, condições de trabalho, cultura organizacional, pacote de benefícios, antes mesmo de serem convidados para uma entrevista. As empresas estão transparentes, por decisão própria ou não, e estas informações, por sua vez, já servem para atrair ou afastar possíveis candidatos. Nunca antes foi tão importante ter uma employment brand positiva. Além disso, por parte dos recrutadores, já se pode encontrar o candidato qualificado ou da empresa concorrente, sem qualquer anúncio ou divulgação de vaga. Para isso, basta apenas encontrar o perfil certo em uma rede como a do Linkedin para contatá-lo diretamente, o que torna o processo, em geral, mais barato, rápido e assertivo. Só para lembrar, a employment brand é uma imagem da empresa como um “bom local para se trabalhar”, configurando uma visão compartilhada por candidatos, pelos atuais funcionários e pelo mercado em que atua.
RH – Podemos considerar os efeitos gerados pelas mídias sociais positivos ou ainda é cedo, quando levamos em consideração o dia-a-dia da área de RH?
Natasha Geraldo - Em geral, os efeitos são positivos para as empresas que possuem boa reputação. Ter seus processos e suas políticas expostas só é bom para quem está bem estruturado internamente. Se fizermos algo de bom queremos que as pessoas falem sobre isso, escrevam, contem aos seus amigos. Agora, quando se faz algo ruim a tendência é de querermos justamente o contrário disso; esconder, não contar para ninguém. Só que isso não resolve, pois é difícil esconder algo na era da Web 2.0, onde todos estão de olho e querendo falar a respeito das coisas, sejam elas boas ou ruins. As críticas devem ser encaradas como oportunidades para se tirar lições aprendidas das falhas, para o aprimoramento constante. Então, por exemplo, se uma empresa tem condições precárias de trabalho ou fere frequentemente as leis trabalhistas, as chances desses fatos serem discutidos em algum blog anônimo são enormes, o que prejudicará a marca e a atração de novos candidatos – quem é que vai querer trabalhar em um local assim? Mas, se a empresa possui boas práticas, o mesmo pode ocorrer e reforçar a employment brand da organização. Outro efeito positivo é o baixo custo de utilização das mídias sociais, são diversas as ferramentas disponíveis que atendem aos mais variados objetivos e todas são gratuitas. O custo existe quando buscamos uma divulgação por anúncios, algumas funcionalidades específicas ou especialistas para ajudarem nesta tarefa. (Continue lendo a entrevista)
FONTE: RH.com













