Os anseios da Geração Y

janeiro 11, 2011  
Categoria(s) Notícias

por Sergio Cochela*

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Para eles, realização e reconhecimento profissional são fundamentais. Convivem com a internet desde a infância ou adolescência e exigem resultados rápidos. Dedicam-se a atividades extracurriculares e sempre que possível estão envolvidos em projetos e trabalhos em grupo. São muito diferentes de seus pais, que com sua idade já estavam casados, com o emprego garantido pelos próximos dez anos, em uma época onde o tempo passava devagar e o conhecimento estava em livros e manuais.

Esta é a famosa Geração Y. Hoje, alguns integrantes desse grupo ocupam cargos de gerência e tomam decisões em empresas de todos os portes. Você os contrata e precisa deles. Mas está preparado para extrair o melhor desses profissionais? O que está em jogo não é apenas seu potencial, mas sua forma de pensar e agir, que vai além dos limites de uma estrutura hierárquica verticalizada.

Nesse cenário, muitas empresas “engessadas” ainda não despertaram para a importância que as redes sociais têm para esses jovens e consequentemente para o mercado, uma vez que a gestão do capital intelectual já ultrapassa as paredes da própria organização. Enquanto excluídas dessas mídias, essas instituições estarão em desvantagem e vulneráveis a situações que fogem de seu controle. Por exemplo, um cliente critica seu produto no Twitter, mas como tomar providências sem um perfil no microblog? Talvez você nem esteja ciente de uma falha que já é do conhecimento de milhares de clientes, dos seus concorrentes e até do seu filho de 12 anos de idade.

Sedenta por conhecimento e ascensão, essa Geração traz em seu DNA a solução para um caso como o descrito acima. Ninguém a ensinou a agir dessa forma. É uma questionadora nata que interage, compete, fornece e exige feedbacks rápidos. Por isso, preza tanto a colaboração e a troca de experiências. Mas há um detalhe: apesar de trazer uma bagagem intelectualmente tecnológica de peso, não é regra que seja capaz de expor esse conhecimento por meio de uma conversa, principalmente com a “velha guarda”. Tão focada em tecnologias e tendências, às vezes exprime melhor suas ideias por meio de comunidades e fóruns de debates virtuais, os quais domina com maestria.

Para os Ys, regras como proibir o acesso a determinados sites, vetar o contato de um funcionário com seus superiores ou estabelecer uma autorização formal para a execução de certas tarefas podem parecer atitudes retrógradas e até ridículas. Por este motivo são chamados de profissionais “píeres”, pois almejam estar sempre nivelados com os demais e conversar com todos de igual para igual, independentemente de cargo ou hierarquia. E quando sentem que seu potencial é “podado” de alguma maneira, logo desejam assumir novos desafios em outro lugar – o que nunca tarda a acontecer.

Essa falta de fidelidade é algo que tira o sono de executivos dos departamentos de RH no momento de contratá-los. Afinal, qual a vantagem de adquirir um colaborador sujeito a pedir as contas em curto prazo, às vezes para trabalhar no concorrente? Infelizmente esse risco existe, porém tornar o ambiente mais 2.0 para esses profissionais é uma estratégia para retê-los. Uma boa iniciativa é estimular a colaboração dentro da empresa, por meio das próprias redes sociais ou plataformas de negócios que propiciem a interação. Além disso, também é um meio de armazenar e organizar seu histórico de colaboração e aproveitar de maneira mais completa toda a contribuição que esta nova geração pode agregar.

Ainda assim, a mera implantação da ferramenta não é o suficiente para solucionar esta questão. Algumas organizações limitam o uso de ferramentas de interatividade a determinados setores como o de pesquisa e desenvolvimento, mas é um engano acreditar que inovações só acontecem nesse perímetro. Quando não utilizada com claros critérios e propósitos empresariais, este efeito não aparece. Até porque não há como saber se as pessoas fora da rede têm o know how essencial para o sucesso de um projeto. Pode ser que ela tenha!

Hoje, não podemos mais temer que o capital intelectual seja exposto, mas sim tomar cuidado para que não seja perdido. Medo é o tipo de postura de instituições ainda não maduras e transparentes o suficiente para aceitar a necessidade de um novo modelo de gestão ideal para os dias de hoje. Estas companhias serão certamente as mais impactadas pelo choque cultural trazido pela Geração Y, pois não compreendem que a empresa é um organismo movido a ideias que devem ser oxigenadas, renovadas e dispersadas continuamente.

*Sergio Cochela, CEO da Nous Software

Fonte: Revista VocêRH

Mais de um terço das empresas investem em programas específicos para os Ys

outubro 5, 2010  
Categoria(s) Notícias

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A fim de atrair os profissionais mais jovens, mais de um terço das empresas tentam se adaptar às exigências da Geração Y. Foi o que revelou o levantamento recente da Câmara Americana de Comércio (Amcham), realizado com 87 gestores de Recursos Humanos de empresas associadas à Amcham.

De acordo com o estudo, 34,5% das companhias criam planos de carreira específicos para os jovens e 40% têm flexibilidade de horários. Para 52,9% dos entrevistados, motivar tais profissionais constantemente com projetos e tarefas cotidianas é um dos maiores desafios na hora de lidar com essa geração. Já para 35,6% dos pesquisados, o desafio está na adaptação aos modelos hierárquicos de gestão.

Quando perguntados sobre os benefícios da contratação dos Ys, 63% dos gestores destacaram as ideias e práticas criativas trazidas pelos mais jovens.

Só 5,7% dos brasileiros continuam investindo nos estudos

setembro 21, 2010  
Categoria(s) Notícias

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De acordo com a Síntese dos Indicadores Sociais de 2009 divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quanto mais se eleva a idade, menor é a frequência aos estudos. Só 5,7% dos brasileiros entre 25 e 64 anos continuaram investindo nos estudos em 2009.

Apenas 10,2% dos brasileiros entre 25 e 34 anos continuaram buscando a melhoria da sua educação, enquanto que entre os mais velhos (entre 50 e 64 anos) a porcentagem é de 3,6%. Entre tal grupo também se encontra mais analfabetos: 32,9% dos analfabetos no Brasil tem mais de 65 anos.

Já entre a população de 15 a 24 anos houve uma redução no número de analfabetos em relação a 1999. Antes, eles representavam 10,1% do total de pessoas que não sabem nem ler nem escrever. Agora, as pessoas na faixa etária de 15 a 24 anos representam 4,6% dos analfabetos.

FONTE: Você RH

Jovens estudam mais, mas desemprego é maior entre eles

setembro 7, 2010  
Categoria(s) Notícias

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As empresas estão reclamando de apagão de talento, mas os dados mostram que o desemprego é mais alto entre os jovens. Na população adulta, a taxa é de 5,5%, mas entre os jovens, sobe para 16%. Há ainda outras desigualdades no mercado de trabalho brasileiro.

Para os negros, a desocupação é de 8,5%, entre os brancos, por volta de 5%. No caso das mulheres, a taxa também é maior (8,7%), apesar de terem mais escolaridade do que os homens.

Há claramente um preconceito das empresas contra os jovens, porque acham que eles não têm experiência, mas se não entrarem, nunca terão. E a companhia perde a chance de contar com essa força da juventude, que tem vontade de trabalhar.

A OIT divulgou que há 81,2 milhões de jovens entre 15 a 24 anos desempregados, num universo de 623 milhões. No mundo, a taxa de desemprego entre os jovens em relação à dos adultos é 2,8 vezes maior,  mas no Brasil, sobe para 3,2.

As empresas têm de abrir suas portas e aproveitar essas pessoas que querem trabalhar. A escolaridade do jovem de 18 a 24 anos é de nove anos, enquanto a do resto da população, de sete, o que significa que estudaram mais.

FONTE: Blog  Bom Dia Brasil

Mais jovens querem trabalhar no exterior

julho 30, 2010  
Categoria(s) Notícias

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O fluxo de jovens migrando para empresas no exterior deve aumentar nos próximos dez anos. É que o número de pessoas nascidas entre 1980 e 2000 dispostas a trocar a terra natal por um emprego em outro país deve aumentar em 50%, de acordo com o estudo “Managing Tomorrow’s People: The Future of Work to 2020”, da empresa de consultoria Pricewaterhousecoopers.

Na lista dos principais núcleos de negócios e, portanto, destino desses jovens estão cidades como Mumbai, Délhi, Daca, Tóquio e São Paulo. Tais jovens também demonstram que desejam usar sua habilidade com outros idiomas no futuro emprego. Dos 4,2 graduados que participaram do estudo, 70% espera falar uma língua não-nativa no trabalho. Desta porcentagem, a maior concentração daqueles que querem utilizar outro idioma está na América do Sul e Central – 94% – e a menor na América do Norte – 38%.

Ainda de acordo com a pesquisa, nove de cada dez jovens acreditam que terão mais oportunidades que seus pais para exercer a profissão no exterior. O levantamento também revelou que boa parte desses mais novos são usuários de redes sociais, sendo que os norte-americanos são maioria – 92% deles tem uma conta em alguma rede.

O outro lado
Segundo a pesquisa anual entre os altos diretores da empresa de consultoria, 55% dos profissionais de altos cargos e responsáveis de companhias se queixam das dificuldades de mobilizar geograficamente seus empregados. Além disso, eles alegam ser custoso esse deslocamento devido às regulações de cada país e seus sistemas fiscais.

Diante disso, o relatório da Pricewaterhousecoopers recomenda que os governos e as organizações colaborem para solucionar barreiras que criem obstáculos a concorrência e as operações internacionais. Tudo para facilitar a mudança e adaptar dos trabalhadores estrangeiros.

FONTE: Você RH

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