A vida na encruzilhada
fevereiro 3, 2012 Clube do RH
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por Tom Coelho
“Não espere por uma crise para descobrir o que é importante em sua vida.” (Platão)
Invariavelmente você passará, e mais de uma vez no decorrer de sua vida, por dilemas acerca dos caminhos a seguir em busca da tão almejada felicidade.
São situações únicas nas quais escolhas precisam ser feitas, decisões devem ser tomadas e a protelação apenas alimenta e aumenta a angústia, a ansiedade, a frustração e a insatisfação.
Nestas ocasiões, é comum declarar não saber o que se quer. Decerto, os primeiros questionamentos são com relação ao sentido da própria vida, levando ao entendimento de que se trata de uma “crise existencial”, na qual imperam o vazio e o caos.
O fato é que este é um momento singular para grande reflexão pessoal a fim de identificar, reconhecer e enfrentar esta crise. É hora de questionar valores, encontrar novas referências, compreender transformações, acolher mudanças ou promover rupturas. Você controla seus pensamentos, amadurece suas emoções e decide sair da zona de conforto, abandonando o comodismo e o conformismo, buscando soluções para seus problemas em lugar de culpados.
Por se tratar de um processo, não é algo que será resolvido em um único final de semana. Por isso, é importante ter paciência e dar tempo ao tempo. Interprete esta fase como um período de aprendizado que poderá levar você ao crescimento, à evolução e à superação.
Lembre-se de formular muitas perguntas – e buscar respostas para a maioria delas. E embora as tais respostas devam vir de você mesmo, convém consultar terceiros, porém com parcimônia, pois respostas desencontradas podem mais desorientar do que ajudar.
Saber o que não quer, também é um grande progresso. Assim é o estudante diante da escolha de qual carreira seguir, que embora frente a múltiplas possibilidades, tem ao menos a convicção de que selecionar Administração exclui Medicina, uma inclinação ao Direito enfraquece a opção por Engenharia, e vice-versa.
O profissional em transição de carreira pode ter dúvidas entre pedir demissão e procurar outra empresa, tornar-se consultor, abrir um empreendimento próprio, fazer um concurso público ou mesmo tirar um período sabático para reflexão.
Mas será um grande avanço saber que não pretende continuar em seu atual emprego, posto que desestimulado seja pela falta de desafios, oportunidades, reconhecimento ou clima organizacional agradável.
Analogamente, um relacionamento conjugal desgastado, arrasta-se e sucumbe de tal forma que a separação não decorre porque se deseja ficar só ou buscar a companhia de outra pessoa, mas apenas porque não se deseja continuar ao lado de quem está hoje.
Nossa vida, nos dias atuais, tornou-se alienante, diante de sua rapidez e senso constante de urgência. Deixamos de valorizar o que temos para projetar o que não temos, com base nas imposições da sociedade e no ideal de status.
O que realmente vale a pena é aquilo que nos traz serenidade, sossego e paz de espírito. Que nos permite sorrir de forma autêntica e compartilhar da convivência das pessoas que apreciamos. Que nos possibilita recostar a cabeça no travesseiro no final do dia e dormir o sono leve, acolhedor e reconfortante de quem fez o melhor e se prepara para um novo e edificante amanhecer.
* Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 17 países. É autor de “Somos Maus Amantes – Reflexões sobre carreira, liderança e comportamento” (Flor de Liz, 2011), “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional” (Saraiva, 2008) e coautor de outros cinco livros.
Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br.
Visite: www.tomcoelho.com.br e www.setevidas.com.br.
Clube do RH em ação 2012
janeiro 31, 2012 Clube do RH
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Fórum RH Guarulhos e região inicia suas atividades para 2012
Reunião de alinhamento reúne grupo de coordenação
Na manhã do dia 25 de Janeiro aconteceu o primeiro encontro dos profissionais de Recursos Humanos do grupo de coordenação do Fórum RH Guarulhos e Região de Alinhamento na sede da ASEC.
Realizado pelo Clube do RH em parceria com a ASEC,ACE,CIESP e APEG, este Fórum foi focado em discutir e alinhar os assuntos e temas para o planejamento das atividades de 2012, para continuar consolidando a integração e interação desses profissionais.
Gestores de RH de empresas como a Infraero, Fibrasil, Glasser, Cennabras, Nautika, Grupo Primaveras, Dryport, Fitas, Overlake, Quimesp e até a própria ACE Guarulhos que fazem parte do grupo de coordenação, estiveram na reunião, fazendo uma avaliação positiva das atividades de 2011 em especial no aspecto do entrosamento dos participantes.
O encontro foi resumido em uma palavra “transformação”, desenvolver ainda mais essa área de RH nas empresas com ênfase no RH estratégico é o grande desafio para esses profissionais dentro do grupo, sempre tendo como base o relacionamento e troca de experiências..
O Fórum acontece uma vez por mês, e você profissional ou estudante da área, é o nosso convidado (a) para participar.
Clube do RH seu portal da internet para o mundo!!
Associativismo de resultados
janeiro 24, 2012 Clube do RH
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por Tom Coelho
“Nosso caráter é resultado de nossa conduta.” (Aristóteles)
Desde 1996 atuo voluntariamente em associações e entidades. Quer saber a verdade? Comecei nisso por mero interesse pessoal.
Eu era fabricante de brinquedos metálicos para playground, entre outros itens. Um dia, decidi certificar meus produtos com o objetivo precípuo de ter um diferencial competitivo em relação à concorrência. O raciocínio era simples: se meu produto tivesse um selo de qualidade eu certamente poderia atuar no mercado com um preço premium, o que me garantiria maior rentabilidade.
Porém, para chegar lá, era necessário criar as normas que regulamentariam o mercado. Procurei o Inmetro que instituiu uma comissão de estudos formada por diversos fabricantes, laboratórios técnicos de certificação e órgãos de defesa do consumidor.
As primeiras reuniões foram terríveis, com um corporativismo latente. Fabricantes de brinquedos de madeira insinuavam que os metálicos eram perigosos porque esquentavam sob o sol e poderiam provocar queimaduras nas crianças. Os fabricantes de produtos em aço, por sua vez, argumentavam que os brinquedos de madeira soltavam farpas que também eram ofensivas. Enquanto isso, os importadores de brinquedos de plástico injetado assistiam a tudo de camarote. Detalhe, nos anos de 1990 ainda não se falava em preocupações de cunho ambiental.
O fato é que após alguns encontros, com intensas discussões e constantes estudos das normas em vigor nos Estados Unidos e na Europa, subitamente um senso de civismo (e civilidade) tomou conta de todos os atores daquela comissão. A norma que estávamos elaborando era especificamente voltada não à qualidade, mas à segurança dos produtos fabricados e comercializados. Foi quando adotamos um princípio básico: o brinquedo pode ser até de cristal, desde que não comprometa a integridade dos usuários – as crianças.
Assim nasceu a NBR-14350/1999 (segurança de brinquedos de playground). Como secretário-geral daquela comissão que se reuniu mensalmente ao longo de dois anos, tenho hoje a alegria de saber que deixei um legado, mesmo não atuando mais naquele segmento empresarial. Foi quando aprendi o propósito e a força do associativismo.
Desde então, participei de várias iniciativas como a salvaguarda contra brinquedos importados da China, a supressão da CPMF e, mais recentemente, o Feirão do Imposto, promovendo a conscientização da população com relação à carga tributária embutida no preço dos produtos.
Toda esta experiência permitiu-me chegar a algumas conclusões:
1. Você é voluntário até começar a participar - Integrar uma associação ou entidade é uma decisão pessoal. Contudo, uma vez assumido o compromisso, você se torna responsável pelo cumprimento de um planejamento estratégico previamente formulado e pela defesa dos propósitos que norteiam a missão da organização. Esta é uma mensagem àqueles que atuam diretamente na gestão.
2. Participar não se resume a pagar mensalidades - A contribuição mensal é o bem menor que você pode legar. É limitado e superficial acreditar que basta depositar alguns reais por mês em favor da entidade e exigir que os outros lutem por seus interesses. Você precisa participar ativamente de reuniões, debates e eventos. Esta é uma mensagem aos associados.
3. O interesse coletivo se sobrepõe ao individual - O nome do jogo não é vencer, mas convencer. Isso significa ter flexibilidade e nenhum compromisso com o erro. Em alguns momentos seu argumento é mais fraco e você perde. Mas a derrota de hoje pode ser a vitória de amanhã.
4. O inimigo deve ser eleito com critério - O adversário deve ser nomeado coletivamente. Com rapidez você descobre que ele não é o concorrente na sala ao lado, mas sim a estrutura tributária paranoica, os entraves à competitividade, a economia informal, o produto importado com câmbio favorável e qualidade questionável.
5. As batalhas devem ser escolhidas com sabedoria - A questão não é debater demandas específicas, de caráter conjuntural, mas sim buscar a regulamentação de um setor ou mudanças estruturais. É trocar o benefício de curto prazo, transitório, por avanços de longo prazo, duradouros, capazes de promover a geração de emprego e renda.
Muitas vezes temos o mau hábito de criticar sem oferecer alternativas, praguejar sem dialogar, julgar sem refletir. E, assim, terceirizamos a culpa como indulgência pessoal à nossa própria negligência.
* Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 17 países. É autor de “Somos Maus Amantes – Reflexões sobre carreira, liderança e comportamento” (Flor de Liz, 2011), “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional” (Saraiva, 2008) e coautor de outros cinco livros.
Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br.
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Uma nova cara para motivação dos funcionários
setembro 30, 2011 Clube do RH
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*Por Jorge Nahas
Dentre as buscas mais incessantes das empresas para melhorar o desempenho de seus funcionários, está a questão da motivação. A partir disto, são milhões de livros, cursos, especializações, setores, ou seja, um mar de gente envolvida em distintas soluções para este problema. Porém, o que elas conseguiram até o momento? Qual será a tendência? Existe como mantê-los motivados?
Uma das respostas mais interessantes para as perguntas acima é o mercado de “experiências”. Atualmente, com o aumento da carga de trabalho e com a evolução da tecnologia em comunicação, diminuiu-se o contato direto entre as pessoas. Essa árdua rotina fez com que o nível de estresse aumentasse drasticamente, acendendo nas corporações o sinal de alerta sobre a necessidade de lidar com esta questão.
Portanto, o mundo dos negócios começou a notar que faltava humanização nas relações interpessoais e na forma de recompensas dos funcionários, além de ações inesperadas para surpreendê-los e mantê-los com interesse nas atividades da empresa. Assim, a oferta de experiências chegou em alta para auxiliar a todos que buscam maximizar a motivação dos funcionários. O mercado tem notado que isto pode fazer uma grande diferença no capital intelectual e as respostas, até o momento, mostram-se extremamente positivas.
Em estudo de caso sobre o alto grau de estresse dos funcionários, feito por uma entidade formada por profissionais da área de saúde e de recursos humanos que atua em 13 países, a International Stress Management (Isma), descreve que:
“Ao contrário do que ocorre com outros indicadores, em matéria de estresse, o Brasil está entre os países do Primeiro Mundo, abrigando uma população economicamente ativa, cujo percentual da doença atinge 70% do total”.
Segundo os dados da pesquisa, pode-se concluir que dos 22 milhões de trabalhadores brasileiros, cerca de 15 milhões estão estressados. Portanto, esta informação alarmante adverte que os trabalhadores necessitam urgentemente de motivação e inovação na recompensa para aliviar a tensão. Dessa forma, o mercado de experiências vem no momento propício para apoiar as organizações nesta questão.
O conceito de marketing de experiência é proporcionar experiências únicas e inesquecíveis, que criarão lembranças positivas, gerando uma associação forte entre o momento vivido e a marca/empresa. As experiências para serem marcadas, são coisas que fogem completamente do usual, como passeios de balão, voos de asa delta, esportes radicais, spa days, viagens, dentre outras que trarão de volta a sensação de felicidade à pessoa.
Outra visão positiva sobre as experiências, é que as famílias dos funcionários tendem a apoiar mais o trabalho na empresa, pois entendem que por meio dessas experiências, a organização está preocupada no bem-estar do familiar. Logo, o retorno dos parentes mais próximos é elevado e o aumento da qualidade de vida é visível, o que corrobora também para a queda no estresse.
Por fim, fica a palavra de Karen Lumb: “Daqui um ano você vai desejar ter começado hoje”. Esta frase mostra que as organizações não devem ficar apenas pensando em utilizar as experiências, mas devem começar agora as inserções delas para que depois não sejam reféns das palavras de Lumb.
*Jorge Nahas é CEO da empresa O Melhor Da Vida, especializada em presentes-experiência
Vida que segue, por Tom Coelho
agosto 15, 2011 Clube do RH
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* por Tom Coelho
“A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás, mas só pode ser vivida olhando-se para frente.”
Há alguns anos perdi meu pai, vitimado que foi por um câncer nos pulmões. Logo ele, não fumante e sem qualquer indício clínico de enfermidade. A doença evoluiu silenciosa, sendo diagnosticada tardiamente, já em fase de metástase. Lutamos bravamente por quatro longos e intensos meses, com uma esperança incontestável. Ao final, restou-nos o consolo de que seu sofrimento fora breve.
Não estamos habituados a perdas, sejam elas materiais ou não. Querer e não poder é desagradável, mas ter e perder é doloroso. Isso vale para dinheiro no bolso, um cargo executivo, uma partida jogada ou um amor que de despede.
Contudo, o fato é que no decorrer de nossas vidas, na medida em que amadurecemos, acumulamos conquistas e desilusões. E a experiência nos ensina a capitular de cabeça erguida, a aceitar algumas derrotas sem arquear os ombros, a sofrer com sabedoria. Aprendemos que somos capazes de caminhar sem pernas e voar sem asas.
Meu pai faleceu em um dia 21 de novembro. Foi sepultado no dia 22 e, na manhã seguinte, minha filha Liz nasceu. Em menos de 48 horas convivi com a tristeza e a alegria, a dor e o deleite, o choro e o riso.
Em seus últimos meses, meu saudoso pai fez questão de me presentear com mais alguns ensinamentos. Assim, quando já debilitado fisicamente não mais conseguia caminhar com suas próprias pernas, e eu tinha que ampará-lo, era como se prenunciasse os dias futuros em que ensinaria minha filha a caminhar. Também tive que ajudá-lo a tomar banho, assear-se, vestir-se e alimentar-se, tal como faria dias depois com um recém-nascido.
Disse Vinícius de Moraes: “Para isso fomos feitos: para lembrar e ser lembrados; para chorar e fazer chorar; para enterrar nossos mortos. Por isso que temos braços longos para os adeuses, mãos para colher o que foi dado, dedos para cavar a terra…”.
Vida que parte, vida que chega, vida que segue.
O peso do QI na recolocação profissional
julho 21, 2011 Clube do RH
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Tom Coelho
“Você é quem você conhece, não o que você faz.”
(Azalba)
Já engordei as estatísticas do desemprego há alguns anos. Eram tempos em que atuava como executivo, ocasião na qual conheci o trabalho das empresas de recolocação profissional.
Foi quando aprendi a preencher adequadamente um currículo, além de ser orientado sobre como me portar em entrevistas. Também passei horas analisando companhias diversas, escolhendo aquelas nas quais gostaria de trabalhar para, ato contínuo, enviar-lhes meu precioso portfólio, agora maquiado e vitaminado, na expectativa de ser convocado.
Ledo engano. Já naqueles tempos, início dos anos 1990, os processos de recrutamento estavam mudando. Currículos aleatoriamente enviados pelo correio ou preenchidos pela internet podem se configurar em pura perda de tempo. Tornam-se lixo, físico ou eletrônico, antes mesmo que alguém leia o nome do remetente.
Pesquisa realizada em abril de 2011 pela Catho Online, com participação de 46.607 profissionais, indicou que 59,4% dos cargos foram preenchidos com base no QI do candidato. Não estamos falando do famigerado “quociente de inteligência”, mas, sim, do “quem indicou”. Networking, relacionamento, estas são as palavras de ordem. Há até quem opte por mudar de emprego graças à confiança depositada em quem lhe fez a indicação. Esses fatos levam-nos a algumas reflexões.
Sempre recebo mensagens de leitores comentando sobre sua insatisfação com a empresa em que trabalham. As queixas vão da falta de reconhecimento e ausência de desafios à baixa remuneração e inexistência de plano de carreira, passando inexoravelmente por problemas de relacionamento interpessoal, seja junto à direção, seja com os próprios colegas.
Estes profissionais vislumbram como única solução pedir demissão e buscar novos horizontes, como se o ambiente fosse a origem de todos os males, acreditando que em outra corporação os mesmos dissabores não acontecerão. Pior, há aqueles que optam pelo desligamento sumário da companhia, passando por uma semana de regozijo até caírem em si e na realidade de que nos assuntos relacionados ao dinheiro, como diria Victor Hugo, é preciso ser prático.
Diante dos fatos, alguns cuidados devem ser tomados para que uma proposta pretensamente interessante não se apresente como uma armadilha:
1. Cheque a oportunidade de trabalho. Verifique se a mesma é concreta e, mais ainda, permanente. Pode tratar-se de uma posição temporária e que não lhe garantirá estabilidade.
2. Pesquise a empresa. A internet é fonte inesgotável de informações. Acesse o site da empresa e, depois, os buscadores, para obter mais informações sobre o perfil da companhia e sua posição relativa no mercado. Dê especial atenção aos valores declarados pela organização a fim de observar se estão alinhados com seus valores pessoais.
3. Dissocie relações afetivas e profissionais. Se a indicação dada foi positiva, ótimo. E fim da história! Não convém associar o nome da pessoa que recomendou você ou lhe sugeriu a vaga durante o processo seletivo ou mesmo após o término deste. Seja grato, mas seja independente.
4. Prefira o pouco certo ao muito duvidoso. A menos que você disponha de uma boa herança ou alguém que lhe sustente, abdicar de uma remuneração lhe trará mais preocupação, angústia e ansiedade. Peça demissão somente após ter firmado sua recolocação.
5. Caia fora na hora certa. Isso não é um jogo de pôquer, mas é um jogo. Se a proposta de trabalho não corresponder às promessas feitas ou não atender aos seus anseios, prepare sua saída o quanto antes evitando prolongar sua insatisfação.
Recorde-se sempre da importância do networking. Na Era da Integração, num mundo sem fronteiras e regido pela conectividade, não são dados ou informações, máquinas e tecnologia, que fazem a diferença. São pessoas. E mais do que isso, relacionamentos. Prova disso é que a mesma pesquisa mencionada no início do artigo indica que mais de 70% dos desempregados utilizam sua rede de contatos networking como meio de procura de emprego.
Analogamente, 75% das empresas utilizam como instrumento para divulgação de vaga a indicação de pessoas de dentro e de fora da corporação.
Por isso, cultive o hábito de conversar com estranhos, pessoas que lhe avizinham num saguão de aeroporto ou numa simples fila no cinema ou no banco. Frequente outros ambientes, seja um restaurante, um bar ou um museu, e converse com quem lhe rodeia. E lembre-se sempre de portar cartões de visita. Destas relações fortuitas, pode surgir um novo curso em sua vida.
Tecnologia e educação: alicerces para uma sociedade evoluída e avançada
junho 10, 2011 Clube do RH
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Por Wladimir Benegas*
Se tomarmos como base toda a história do desenvolvimento humano, o que dita o crescimento da sociedade, principalmente na era em que vivemos, é a tecnologia. Nesse caso, não tratamos apenas dos avanços cada vez mais high techs. Assim como os primórdios, como no domínio do fogo e da roda, que foram descobrimentos, os princípios da tecnologia foram fundamentais para a evolução da raça.
Dessa forma é correto afirmar que a tecnologia move a cidadania, que é um termômetro para a evolução da sociedade. E, quando trazemos esse avanço para a educação, outro fator crucial para o desenvolvimento humano, esbarramos em diversos pontos um tanto quanto retrógrados.
A internet pode ser considerada uma grande biblioteca pública, onde em alguns cliques pode-se fazer pesquisas aprofundadas sobre variados assuntos, sem levar aquela eternidade de tempo de ir até um local físico, procurar os livros certos, o tema, a página correta, e mais uma série de trâmites. Claro, entre milhões de informações que circulam na internet, sempre há aquelas infundadas e errôneas. Há que se ter um discernimento para efetuar a pesquisa e o embasamento, mas nada que passe a imagem de insegurança e fonte não válida de pesquisa, como muitos educadores ainda pregam.
Então levantamos um ponto, se nosso cotidiano é tão avançado, inclusive, com essa imensa biblioteca virtual estando presente na palma da mão da sociedade, através de smartphones e tablets, ou até mesmo de notebooks, PCs, televisores e onde mais se acompanhar, como podemos limitar uma geração a usufruir essas facilidades, que assim como o fogo e a roda nos primórdios vieram para auxiliar nosso desenvolvimento?
Nosso ponto de embate é claro: nossos educadores precisam estar mais a par das novas tecnologias, usá-las a favor, e não temê-las. É necessário tomar conhecimento desses avanços. Alunos, jovens de oito, dez, quinze anos, já estão mais do que acostumados a mexer nesses aparelhos, dominam, de forma intuitiva e não especializada, mas são detentores dessas tecnologias, e tudo o que querem é poder desfrutá-las também no ambiente escolar. No entanto, o temor que existe entre os professores de estarem atrás dos alunos no domínio desses benfeitores aparelhos, faz com que sejam prontamente descartados.
Assim, é preciso que haja incentivos aos educadores, movimentos que passem pelo Estado, pelas escolas, ou até mesmo pelo próprio professor. A tecnologia está à disposição, é necessário usá-la, mas também é preciso estar disposto a entendê-la, ir de encontro a esses novos conhecimentos.
Com isso, o mercado já se movimenta e algumas empresas vêem essa disparidade atual entre educação e tecnologia, e se preocupam em agregar valor aos aparelhos. Ao embarcar conteúdo nessas novas tecnologias, elas levam ao professor uma certeza maior de que ali há informações embasadas, que possuam seus devidos créditos e certificações teóricas. Não apenas uma série de informações em um portal da internet. Tudo de forma mais clara, para que o professor possa passar o conteúdo, levando a dinâmica tecnológica para a sala de aula.
Ou seja, educação e tecnologia são alicerces para uma sociedade evoluída e avançada. A tecnologia é um meio de guiar e desenvolver a educação, um modo de facilitar o acesso à informação e incluir o país em um contexto mais social. Para o desenvolvimento em bons níveis de cidadania é necessária uma sincronia entre ambas. As ferramentas estão todas aí, a tecnologia não para, agora é preciso alavancar a educação por uma sociedade melhor.
Capital Intelectual – Gestão do Conhecimento
maio 24, 2011 Clube do RH
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Professor João Beserra da Silva
O maior patrimônio dos relacionamentos humanos é a amizade. O maior capital é o conhecimento. O capital financeiro guardado estagna e desvaloriza-se; assim também é com o conhecimento. Só tem valor quando investido. Rende dividendos, se bem aplicado.
Como nas bolsas de valores, assim é a bolsa dos conhecimentos. Nada valem se ficarem no egoísmo pessoal. Como “dinheiro atrai dinheiro”, conhecimento atrai conhecimento, se investido no interesse de outros, à disposição das comunidades, com sabedoria e humildade.
Um dos pontos fundamentais na Gestão do Conhecimento é a liderança. Muitas pessoas demonstram nada possuírem de líderes ao negarem o conhecimento de outros. O conhecimento, se multiplicado de forma organizada, sem sonegação, prospera e faz prosperar, associando-se a empreendimentos vitoriosos. Quem sonega impostos comete crime; quem subtrai conhecimentos, pratica injustiça; bloqueia talentos, impede o desenvolvimento; fere princípios, direitos e ética humana.
Neste mundo moderno gerir conhecimento, como capital intelectual, sem valorizar o ser humano e motivá-lo, é o mesmo que aplicar dinheiro bom em ação sem valor. A Gestão de Conhecimento, ao utilizar o capital intelectual, deve definir como fator preponderante a velocidade e o encantamento com a novidade dos benefícios. Passamos as épocas demoradas e enfadonhas das circulares, dos comunicados, das mensagens via telex. Hoje, somos movidos pelas mudanças dentro das próprias mudanças, cuja única certeza é a mudança. Portanto, os processos da Gestão de Conhecimento de modo algum poderão ser lentos; devem ser ágeis, embora refletidos e amadurecidos.
Assim, seguindo esse caminho – o da velocidade – para evitar incorrer no erro de chegar depois, a pessoa na gerência de conhecimentos, sejam pessoais ou coletivos, deve possuir a condição indispensável da serenidade e do poder desenvolvido da intuição. As mais importantes decisões que beneficiaram a Humanidade foram tomadas em segundos.
Para criar grupos de estudos em sua cidade, em sua empresa ou seu organismo social ou organizar uma palestra nossa, contate-nos:
Professor João Beserra da Silva
Telefone: (11) 2086-3567 / 8464-5220 / 9126-8916
Email: professorbeserra@gmail.com
O bullying sempre existiu
maio 13, 2011 Clube do RH
Categoria(s) Artigos
* por Tom Coelho
O bullying sempre existiu. Anos atrás as vítimas eram chamadas de CDFs, nerds ou puxa-sacos. Eram jovens que se sentavam nas primeiras fileiras de carteiras na sala de aula, prestavam atenção no professor e na matéria lecionada, inquiriam e respondiam perguntas, faziam o dever de casa e, consequentemente, tiravam boas notas. O contraponto era a “turma do fundão”, formada por rebeldes e descolados.
Os atos de bullying eram bem conhecidos. Desde o “corredor polonês”, onde vários estudantes se enfileiravam para escorraçar o alvo com alguns petelecos, tapas e breves pontapés, a chamada “geral”, até o famigerado “te pego lá fora”. A opressão era mais física do que psicológica, pois o constrangido tinha em sua defesa o fato de ser, normalmente, melhor aluno que seus agressores.
Claro que também tínhamos o assédio ao gordo, ao feio e ao varapau. Mas a questão é que estas ações eram contidas em si mesmas. As escolas mantinham “bedéis” para colocar ordem na casa e coibir atos de violência, sem falar que ir “parar na diretoria” era temido pela maioria dos alunos.
Contudo, se o bullying ocorresse, ao chegar em casa a vítima ainda iria ter com seus pais. Alguns poderiam dizer: “Não reaja, pois não é de sua natureza”, no melhor estilo “ofereça a outra face”. Já outros argumentariam: “Se apanhar de novo lá fora e não reagir, vai levar outra surra quando chegar em casa”.
Mas isso tudo são histórias de 30 ou mais anos atrás, tempos em que a educação era partilhada pela igreja, a família e a escola. A igreja católica se viu alvejada, no Brasil, pelo avanço dos evangélicos e outras religiões, de modo que passou a se preocupar mais com seu negócio do que com seus clientes. A família abandonou o modelo patriarcal, migrando para o nuclear. Agora a mulher trabalha fora, acumulando a chamada dupla-jornada, ou seja, cuidar de seu emprego e dos afazeres domésticos, sobrando menos tempo para dar atenção aos filhos. Esta nova rotina profissional levou à desagregação familiar. Assim, a educação foi entregue à tutela quase exclusiva da escola que, por sua vez, também se tornou um grande negócio.
Neste quadro, coloque como tempero os conflitos de valores, a influência da mídia e os novos paradigmas sociais. Agora temos alunos que não respeitam professores, colegas e até os pais, pois têm grande dificuldade de lidar com o conceito de hierarquia. O apelo ao consumo transformou pátios em passarelas, por onde desfilam roupas e celulares. Os péssimos hábitos alimentares promoveram o crescimento da obesidade contrastando com a ditadura da beleza. E a cereja do bolo: a comunicação pelas redes sociais que levam as vítimas à exposição instantânea e em larga escala.
A solução para amenizar o bullying não passa por mais regras, coerção e punição. Passa pelo resgate dos valores e a conscientização sobre o que é certo e o que é errado, tarefa esta da igreja, da família, da escola e também da sociedade.
* Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 15 países. É autor de “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional”, pela Editora Saraiva, e coautor de outros quatro livros. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br.
Visite: www.tomcoelho.com.br e www.setevidas.com.br.
A hora de parar
abril 25, 2011 Clube do RH
Categoria(s) Artigos
por Tom Coelho
“Por um cravo, perde-se a ferradura,
por uma ferradura, um cavalo,
e, por um cavalo, o cavaleiro.”
(Frei Luis de Granada)
Ambição é uma coisa boa. Ela nos desperta desejos, promove o
comprometimento, estimula a perseverança. Torna-nos mais fortes e nos faz
buscar a superação. Pela ambição conquistamos mais posses e mais poder.
Sentimo-nos mais ricos, mais bonitos e até mais livres. O que a estraga é a
ganância.
Como tudo na vida que desgarra da ponderação do equilíbrio, a ambição
desmedida evolui para a ganância. Nesse estágio, o desejo vira cupidez; o
comprometimento, obsessão; a perseverança, teimosia. As posses denotam
opulência; o poder, prepotência. A liberdade se esvai e renasce como fênix,
enjaulada.
O problema é uma questão de proporção. Na escalada para o progresso, não
sabemos – ou não aceitamos – a hora de parar.
Tome como exemplo o mundo corporativo. Uma empresa lança um produto ou
serviço que é bem aceito pelo mercado. Realiza um lucro considerável e
resolve reinvesti-lo. E, ao prosseguir nesse processo, eleva ainda mais seu
volume de vendas e faturamento. Mas também seus custos. A cada nova rodada,
mais matéria-prima e mais mão de obra são necessárias. Os investimentos em
marketing e infraestrutura, entre outros, são igualmente crescentes.
O que muitas vezes não se observa é que há um determinado momento em que o
processo deve ser interrompido sob pena de se ingressar no que a teoria
econômica chama de “deseconomia de escala”. A matemática tem uma imagem
singular para ilustrar isso: o ponto de inflexão. Num gráfico cartesiano, é
o momento em que a curva muda sua concavidade, ou seja, se a linha era
crescente, passa a ser decrescente.
Em suma, isso significa que mais faturamento não representará
indefinidamente mais lucro. Ou seja, trabalha-se mais para ganhar-se menos!
E tudo porque a ambição, antes saudável e responsável pela prosperidade do
negócio, visita o reino da ganância e não aceita o momento de parar quando o
ótimo foi atingido.
Na vida pessoal não é diferente. Defendo a tese de que relacionamentos
amorosos, por exemplo, têm prazo de validade. E me alinho aos votos sagrados
de “até que a morte os separe” juramentados na celebração dos casamentos. O
ponto é: de qual morte estamos falando? As pessoas imaginam tratar-se da
morte física. Prefiro interpretar como a morte do sentimento.
Todo início de relacionamento é mágico. É quando se pratica o jogo da
conquista e da sedução. Nossas ações são orquestradas e as palavras
escolhidas de forma meticulosa. Mostramos o que temos de melhor: nossa vida
é virtuosa, nossos valores são nobres e nossos feitos são admiráveis.
Vestimos as melhores roupas, usamos os mais agradáveis perfumes. A pele tem
viço; o olho, brilho; o sorriso, autenticidade.
Os ambientes por onde circulamos são aconchegantes. A bebida parece sempre
gelada, mesmo que seja um conhaque, e a comida sempre saborosa, mesmo que
não seja consumida.
Tudo isso acontece porque estamos envoltos numa atmosfera de encantamento e
sinergia, embevecidos pela eficiência do diálogo, que corre fácil, posto que
há muito por se falar, anos para se compartilhar. Queremos em um par de
horas nos desnudar, não apenas das roupas, mas de nossa história pessoal,
mostrando quem somos, de onde viemos e para onde queremos ir – e o destino
reserva lugar ao interlocutor, a figura amada, quase inanimada, que nos
sorri.
O processo é o mesmo para homens e mulheres. Diferem as estratégias, as
táticas, mas não os propósitos.
Transcorrida essa etapa consuma-se a conquista. Bocas que se encontram,
braços que se enlaçam, corpos que se aquecem. E então, vive-se o romance que
nutre e cega. O horizonte se retrai.
A estabilidade leva a relação a mares calmos e a ausência de ondas revela o
que antes não se podia enxergar. Descobrimos – e revelamos – que virtudes
carregam consigo defeitos, que amabilidade é temperada com eventual
intolerância e que gentilezas são bonificadas com fleuma.
É nesse momento que se estabelecem os limites entre paixão e amor. É quando
a união amadurece. É quando percebemos que o beijo ardente e o sexo
prazeroso são imprescindíveis, mas não únicos. O diálogo ganha novos temas,
mas não se perde. E notamos, como bem pontuou Gabriel García Márquez, que
amamos quem está conosco não por quem a pessoa é, mas por quem nos tornamos
na presença dela.
Agora, trata-se de manutenção. De conquistar um pouco mais a cada dia. Ou
tudo novamente.
Mas a natureza nos reservou um mundo dual. Dia e noite, quente e frio, yin e
yang. E, não raro, os relacionamentos não apenas se desgastam, mas se
esgotam. Não há mais calor no beijo, os olhares se desviam, os diálogos são
fúteis. Primeiro, a discórdia. Depois, o conflito. Por fim, o confronto.
Transformamos nossas cabeças num cemitério de lembranças e passamos a
cultivar toda ordem de sentimentos negativos. O pacote vem completo, com
mágoas, ressentimentos, infidelidade, desamor e tristeza. Esperamos
resolutamente que um extremo seja alcançado para tomar a decisão da
separação que poderia ter florescido quando ainda havia respeito e admiração
mútuos.
Não sabemos terminar.





















